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Sunday, October 3, 2010

Portraits from Kosovo by Xavier Martins

"Under the Blackbird's Eye" is the name of an exhibition by the Portuguese photographer Xavier Martins. After spending months in Kosovo this photographer took a series of pictures from people in different settings. Albeit common people with common lives, what is most striking are the stories of these people. Among the most striking examples are the pictures of a nun with a small monatery in the background. After talking to Xavier Martins you are told that this convent has been blown to pieces, along with 140 others in the region. One of the most beautiful pictures is that of a bunch of kids swiming in a big pound. With arms one wide a boy, the same boy in the exhibition's poster, dives in the water. Again, talking to the photographer, you realise this is a crater formed after a bomb explosion and are informed that this water contains impoverished urainium.
The opening of this exhibition in Lisbon was a huge success given the artistic quality of these pictures. This exhibition has now turned into a project, as part of the proceedings from the sale of these pictures, in limited editions, will go to projects aimed at helping children in need in the region of Kosovo. For those who cannot afford to buy these pictures there is also a selection of 18 postcards available soon for sale online, this being one of the main engines of the project.
These pictures will travelled the world and will be shown in different cities in Portugal and Seville, A Coruña or Belgrade, among many others. Besided helping children in Kosovo this photographer's idea, who is now 95% committed to this project, is to get enough financial support to travel to this region and to photograph these people ten years after. The task will be daunting but is been made easy by the gentle collaboration of people and organisations who are helping him keep track of these people and to find out what happened to them since these pictures were taken.
For further information or should you like to exhibit this pictures in your town please search for "Under the blackbird's eye" on Facebook.

Roberto Verino - Um galego muito distinto



Nascido em 1945 em Verín, na Galiza, uma localidade muito próxima da fronteira portuguesa, Roberto Verino é um dos nomes mais sonantes da moda espanhola, tendo celebrado em 2009 os seus 25 anos de carreira. Para marcar a data, apresentou uma colecção retrospectiva no 25º aniversário da Pasarela Cibeles de Madrid, certame onde, no início da sua carreira começou por apresentar as suas primeiras colecções.
Adepto de uma moda que aposta na qualidade, afirma que se inspirou na roupa masculina para criar vestuário prático para as mulheres activas dos nossos dias.
Nos seus desfiles nota-se o cuidado que põe no styling e nada é deixado ao acaso, como aconteceu agora na mais recente edição de Setembro de 2010 da Pasarela Cibeles onde prestou homenagem às grandes divas do cinema.
Para além da roupa tem vindo dedicar-se à produção de vinhos, tendo lançado a marca "Terra do Gargalo", aproveitando as qualidades dos terrenos da sua terra natal galega, na zona do Tâmega. Para breve promete abrir uma loja em Lisboa. Até lá, pode sempre visitar a loja que tem no outlet Freeport, em Lisboa, a juntar a uma outra que já tem no Outlet de Vila do Conde a que se junta uma loja da marca  no Centro Comercial Peninsula, no Porto.

Tenente perfume for men



After his first perfume for woman, Jose Antonio Tenente, one of the most renowned Portuguese designers launched his new fragrance form men in Lisbon.



The event took place at MUDE (The Fashion and Design Museum) in Lisbon and was attedned especially by long time friends and admirers of Jose Antonio Tenente



Jose Antonio Tenente started his career 22 years ago and is a regular presence in the Lisbon Fashion Week as one of the main designers in these events.

Tuesday, September 14, 2010

Tugas

Os Tugas

Não me revejo de todo na designação tuga. Mas, nos últimos tempos, uma franja significativa da população lusitana auto-intitula-se orgulhosamente tuga. Não português, mas sim portuga. O vulgo tuga seria assim um descendente de Viriato sem ter a escolaridade obrigatória. Mas o novo tuga até que tem escolaridade – obrigatória ou não, não vem aqui para o caso. O tuga na versão mais popular vai aos jogos de futebol, lambuza-se em bifanas, emborca cerveja, chama cabrão ao árbitro e ouve anedotas do Fernando Rocha, um comediante do caralho!! O tuga na versão mais sofisticada vai para a Sierra Nevada, tem ar de beto, usa mocassin e pullover bordeaux, despreza os espanhóis e quando bêbado entoa cânticos tugas, não para se divertir mas para enervar os nuestros hermanos. Há tugas nas equipas de futebol, uns rapazes divertidos que celebram efusivamente as suas vitórias escaqueirando tudo à sua volta e conquistando com isso a admiração do resto da Tugalândia que lhes desculpa as diabruras – ser brutinho como uma porta fica bem a qualquer tuga. Mas fica mal a um português que se preze. Os tugas são assim uma espécie de versão grunha dos portugueses. O Alberto João Jardim é um exemplo perfeito de tuga – malcriado, inconveniente, intolerante e gosta da pinga. O Paulo Pires é decididamemte português – bem educado e com bom aspecto. Valentim Loureiro é decididamente tuga. Herman José parecia ser português mas está a ficar cada vez mais tuga. Pinto da Costa tem uma particularidade espantosa – consegue reunir tuga e tripeiro num só. Joaquim Bastinhas pertence a esse raça muito característica que são os tugas marialvas. Mário Soares é decididamente português. Os tugas andam agora a redescobrir o mundo e ouvem um espécimen que teve a infeliz ideia de chamar Tuga a um restaurante português. Mas o Michael Winner desancou o local e provocou uma revolta na imprensa e na tugolândia. O tuga é uma espécie de macho latino sem o charme de um francês ou de um italiano, ou de um estrangeirado. Uma versão atarracada do português, um homúnculo de comportamemto primitivo. Em suma, uma desgraça. Ao que chegamos quando uma percentagem grande da população portuguesa se revê na designação tuga.

Monday, September 13, 2010

A lenta desertificação



É esta a imagem de muitas das escolas primárias de Portugal. Por ali, onde as crianças corriam nos recreios, só aparecem agora umas duas ou três ovelhas para comer o pasto que se instala. O barulho e os gritos que se ouviam de manhã e à tarde foram substituídos pelos guizos do gado que, esse, teve a sorte de não ter sido deslocalizado. Continua a pastar no vale logo a seguir à escola e passa todos os dias para picar o ponto e o pasto.
Caminhando pelo largo da aldeia ainda por ali estão os velhos do costume. Mas tiraram-lhe a rotina. Viam passar os meninos e meninas e, à hora do almoço, lá estavam alguns deles no mesmo refeitório a partilhar o espaço e as refeições, a lembrar-lhes que um dia também já foram meninos e meninas traquinas. Só não foram à escola. Era assim a vida e a maior parte deles nem a 4ª classe fez e era por isso que lhes dava tanto gozo ver aqueles meninos contentes a caminho da escola para a aprenderem a ler.
Ms agora, a aldeia que se orgulhava de ter meninos e meninas bastantes perdeu-os para outra localidade. Saem logo de manhazinha e já voltam tarde. Vão espalhar os seus gritos e as suas tropelias para outras ruas e os pais o os avós, esses já não vão poder vê-los de perto, espreitar no recreio da escola.
O Portugal do conhecimento, da modernidade já não se compadece com romantismos. Quer potenciais máquinas produtivas e o melhor é deslocalizar as crianças para modernos centros escolares, edifícios sem graça que mais parecem centros comerciais. Assim sempre se vão habituando a esses espaços amplos onde um dia talvez venham a ser ordeiros operadores de caixa, repositores de stocks, seguranças ou empregados de quiosques de bicas.

Friday, September 3, 2010

Eugenio Loarce - moda barrroca e ultra-feminina



O look remete-nos para o vintage, uma tendência crescente e com forte presença em Madrid, sobretudo na zona de Malasaña, bairro onde podemos encontrar todo um leque de lojas em segunda mão e verdadeiras pérolas vintage. Mas não é de lojas vintage que quero falar mas sim de Eugenio Loarce, criador espanhol com showroom muito perto deste bairro de Malasaña, mais precisamente na Chueca, e com quem felei na 64ª edição da SIMM (Semana Internacional da Moda de Madrid). Loarce, que define o seu trabalho como barroco e ultra-feminino, surpreende com o seu trabalho e as suas peças, habilmente costuradas, bordadas à mão por hábeis bordadeiras espanholas. Vestidos longos, vestidos compridos, casacos curtos, as suas colecções são compostas por peças a pedirem usos em ocasiões únicas e especiais. Prova disso são as clientes que tem no médio oriente, nomeadammente no Kuweit, e que vêm nas suas criações a opção ideal para eventos onde os modelos se querem exclusivos.
A sua entrada neste mercado do médio oriente surgiu quando uma compradora o abordou na imporante Pasarela de Burgos. Este feliz encontro revela bem a importância da presença em certos certames. Desde então os pedidos não têm parado. Ciente da importância do mercado do Médio Oriente, Eugenio sabe ouvir as sugestoes das suas clientes que lhe pedem para fazer o mesmo modelo mais comprido, mais curto, etc.
Destaque ainda para os acessórios e jóias que Eugenio cria e que constituem o complemento ideal para as suas peças. E nao se admire se ao consultar as suas coleçoes anteriores encontrar cabos e fios de impressoras. Em parceria com a HP, Loarce criou acessórios e conseguiu integrar na perfeição peças antigas de impressoras nas suas criações, uma simbiose perfeita entre o barroco que gosta de aplicar nas suas colecções e a tecnologia que remete para os nossos dias.
Oriundo de La Mancha e a residir em Madrid desde 1993, Eugenio criou a sua primeira colecção há 13 anos atrás para o evento de "Jovens Criadores" de Cidade Real. Desde então não tem parado, mas sempre sem pressas, pois sabe que nos pequenos pormenores reside a riqueza do seu trablho. E tem ainda tempo para dar aulas em centros de formação e para gerir o showroom de uma série de marcas de moda.

Wednesday, September 1, 2010

Shoes by Alexandra Moura - Portugal



Summer was great with shoes like these, designed by Alexandra Moura. These punctured shoes have additional holes so that you can put additional shoelaces. We are currently lobbying in order to have her make a new version of these shoes. Living in Lisbon, Alexandra Moura has been presenting her collections twice a year since 2002 at the Lisbon Fashion Week. You can visit her shop at Rua D. Pedro V in Lisbon both to see her collection or to have some tailer-made clothes.